Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Mata do Planalto

Não me mate, deixe-me viver.
Não corte os meus troncos
E os jogue em qualquer canto.
Deixe-me proteger
Quando o vento vem forte,
Quando brando me acalma.
A chuva que transcorre
Por entre meus galhos floridos
Me fortalece, me dá vida.
Os ruídos se absorvem
Acalentando o sono de quem dorme.
Deixe-me dançar ao som dos pássaros.
O irmão oxigênio exalando das minhas entranhas
Alimenta tantas vidas humanas e animais.
Em época de aquecimento global
E de mudanças climáticas,
Destruir a biodiversidade
É um pecado capital.
As futuras gerações merecem
Um ambiente preservado e equilibrado.
Deixe-me clarear a lua cheia
E aos olhos de quem vê
Se extasiar com tanta beleza!
É a mão de Deus ali presente!

Magali Ferraz Trindade

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